Registra a labuta do sertanejo, sua fauna, flora e contos do seu cotidiano, migração e personagens marcantes. Enveredei por outros temas, procurando diversificar o mesmo.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Saudade
Só sei que te amo!
Filho.
Não te deixei por que queria.
No descompasso perdi o passo.
Sinto, claro que sinto saudades.
Do teu cheiro.
Sua excepcional forma de ser.
És um grilhão que não desafogo.
Minto, só vc. pode romper minha clausura.
Por outro lado - devo me recompor para te por.
Sabe o que é perder o brilho e saber que ele te espera.
Por isso, devo admitir que sou dependente de ti.
Bela droga que só me faz bem !
Perto e longe estais.
Estou esperando a oportunidade de fotografá-lo num monte qualquer.
Filho, meu grande branco que como neve não posso esperar seu derreter.
Desejo de observância.
Lamento de pai criança, dorso ao amanhecer. Coisa única...
Talvez não como aquele menino branquinho, memoriável, imagem faraônica...
Dias estão se passando e vc. ficando grande como filho de um leão sem rosna.
Mas sou seu pai e não posso romper tal vínculo.
Quero ser amigo.
Transformador e concernente com suas idéias.
Evidentemente que sem os compromissos pré-estabelecidos.
Sou absolutamente seu aliado na carne e ectoplasma.
Já lhe vi ter refluxo e loucamente fui acodir.
Choravas, pouco por ser especial.
Muito pouco exigente e cada dia o amava mais.
Somos amigos como terra e sal.
Hoje és um pequeno rapaz.
A felicidade lhe espera por sua indiscutível brandura.
Quando nos encontrarmos, saiba que nunca estive ausente do seu amor.
Ele não é corriqueiro ou meramente vil - perfuma meu interior.
Cada dia te amo mais e mais.
Vou te amar como a dor do amar, irrefutável.
Mas te aconselho: seja o meu branco de ouro.
Prata e bronze não são o seu lugar.
Tenho um lindo filho.
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