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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Coisa tola.



Solidão, amarga amiga.
Que tanto me faz pensar.
Encarcera meu desejos.
Sufoca minha alma.
Nada ou pouco me faz lembrar.

Solidão, triste companheira.
Magoa meu peito e me faz calar.
Rouba meus desejos.
Faz-me um ser a quase fragmentar.
Pouco lhe entendo se não me deixas amar.

Solidão, quando vens com loucuras.
Pouco posso fazer, preciso aflorar.
Usar o cálice do veneno e suportar.
Inimiga de muitas noites.
Amiga do medo da noite.

Solidão, estivestes afastada.
Hoje abastada.
Nesse quarto queres me alucinar.
Suporto-a calado sem reclamar.
Vida estranha, solidão e o mar.

Solidão, quando me arrefeces.
Tenho medo de me magoar.
Falta carinho.
Vem o espinho.
Não me deixe sangrar.

Solidão, calma amiga.
Todos estão por multidões procurar.
Prefiro o silêncio e vozes ocultas do ar.
Nada me cobras, sabes que devo me calar.
Esperar o momento do grito para voltar a voar.

Solidão, vc. não tem tempo.
Estais sempre a me rodear.
Existem até os que me estimulam.
Mas pouco adianta - devo me encontrar.
Palavras agora pouco importam - fico recluso e não quero incomodar.

Solidão, poucos me amam.
Prefiro até pouco amar.
Não posso corresponder.
Seria pior.
A solidão teria que evitar.

E como não fui solitário... 

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