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terça-feira, 22 de outubro de 2013

POPULAÇÃO.




Vejo pessoas correndo nas ruas sem fim.
Vão e voltam - não sei para aonde vão.
São negros, brancos, mestiços, mamelucos...por ir-se.
Muitos cheios de planos e esperanças, milhares migalhando.

Todos trazendo em si a sua concepção, religião, prantos e prazeres.
Muitos não sabem para onde irão.
Outros determinados e cheios de pura fé.
Não sabemos por que caminho anda a sinceridade.

Humanos se traem, se esvai, formam embolia.
Mulheres ocupam seus espaços em compasso.
Criaram liberdade. Conquistaram !
Meninas são largadas, atiçadas por ai.

Crianças tão sofrendo, chorando pela ausência do pai.
Estamos nos tornando defensores de causas relativas.
Brigando por coisas sem nexo, sem compaixão, sem ordem,
Brutalizando nossas lutas e desprezando o interior.

Estamos caminhando para que espaço?
Mundo lindo e conflitante.
Condenamos nosso próprio reflexo espelhar.
Somos de difícil entendimento. Expiantes.

Precisamos remontar o nosso quebra-cabeça.
Extinguir o egoísmo.
Transfusionar o que de melhor possuímos.
Simplesmente tomar um cafezinho e dar um bom dia.

Bilhões de mentes neste mundo de carnificina.
Evidente que evoluímos em diversos aspectos.
Perceptível o quanto estrangulamos a ética e a moral.
Vivemos do triunfo a decadência.

Brilhantemente o universo ainda é fantástico.
Riquezas humanas vagueiam na busca da paz.
Monstros fanáticos destroem seu próprio povo.
Rio, sol, ar, lua e mar - sábia natureza indestrutível.

Caminhar nas trilhas do amor;
Achar as soluções sem presunção ou vaidade.
Lembrar sempre que ainda existe tempo.
Tempo de amar e preservar a natureza.

Mas se não acalmarmos o nosso interior, pouca chance temos.

Seremos julgados pelo tribunal do desconhecimento e apenados severamente.

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