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segunda-feira, 12 de maio de 2014

E logo cai da cama.

descriptio...


Menina, como posso lhe agradecer?
Minhas palavras pouco podem fazer.
Elas falam do sertão, de emoção, solidão, presságios, da fome, da seca, justiça cega e estas coisas
 não enchem alforje o que (devo dizer?).
Talvez se enchesse seu pote de quimeras em fantasias pudesse viver.
Melhor um vestido de chita ao seu corpo perceber.
Sandália reluzente e um pente transparente em cabelos penetrar.
Argolas de falso diamante - foram pedrinhas que no rio pude procurar.
Adornar seu pescoço com sementes que pude na mata catar.
Seu lindo rosto seria maquiado por um único batom perdido em gavetas por se achar.
Naturalmente já eras a mais bonita.
Despida a noite o seu corpo era de odalisca.
Seus pés flutuavam como barcos ao mar.
Cabelos que aportavam e acalmavam a rebeldia em negritude sem escravizar.
O falso diamante - tornou-se brilhante à todos ofuscar.
O colar se apresentava como jóias do Katar.
Sabia que sua magnífica face seria uma ameaça ao que a beleza pudesse ilustrar.
Falsetes que ornavam seu corpo foram desnecessários.
De nada precisavas.
Bastaria chegar.
Trazias a beleza do sol.
O nascedouro da tarde.
Uma águia por plainar.
A força dos ventos.
O barro por se amassar.
Intrépida natureza.
Rio por não secar.
Rocha inquebrantável.
Boto por flutuar.
Sereno que alimenta plantas.
Chuva que nunca vai faltar.
Sol que castiga a terra e ela vem abençoar.
Agora a manhã se apresenta.
Tá na hora de retornar.
Voe sem conchas ou patuás.
És uma moça do mato.
Espero dentro em breve poder lhe encontrar.
Assim posso lhe admirar.
Materializar os meus sonhos só pra te amar.
Se isto possível for.
Fica o meu pedido.
Me deixes sonhar.

E a moça se foi - não sei quando ela voltará !!!





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