Como uma gota d'agua podemos renascer em campanas.
Da mesma forma uma faísca nos priva da luminosidade.
Por assim dizer, devemos nos preparar e aceitar o ocorrido.
Possivelmente resmungaremos se em estepes ficarmos.
Somos água e fogo.
Não podemos viver sem a presença nem de um - nem do outro.
O que nos intriga é a vida e a morte, parceiras inseparáveis.
Logo que nascemos de um modo em geral o sorriso evidencia-se.
Ao morrer - lágrimas encharcam nossas faces e o tempo se faz esquecer.
Em nosso mundo - mortos não valem para nada.
Procuramos prazer e satisfação em quem nos toca e acarícia.
Precisamos ouvir vozes, reformular nossas vidas o que mortos não fazem.
Alguns ficam acorrentados nas lembranças do passado e até sofrem infinitamente.
Não adianta. A vida por si só se renova quer seja na dor ou no amor.
Somos eternos escravos da procura e de novas descobertas.
Se os mundos inanimados se renovam, porque seríamos diferentes.
Pensar na vida é o que importa - da morte pouco sabemos.
Contudo sabemos que iremos brotar, mas a morte é nossa única certeza.
Enquanto ela não chega - façamos o bem sempre que possível !
Plantemos árvores na espera da doçura de seus frutos.
Cuidemos dos mais velhos para que não fiquemos atiçados em abrigos indecentes.
Eduquemos as crianças para não termos que sentenciá-las quando adultas.
Observemos os animais e vejam que eles também precisam de alimento e carinho.
Quando da primavera - percebam o aroma das flores em suas variedades.
Sábia natureza a qual também morre e revive sem percebermos efetivamente.
Esse o nosso grande dilema: nascer, envelhecer, falecer.
Precisamos deixar grandes obras e legados para temporariamente sermos lembrados.
O mundo assim sempre foi: Conquistadores e conquistados.
Estabelecemos determinados valores e interesses aos quais não podemos fugir.
Maravilhoso mundo de verdades e mentiras, amor e ódio, vida e morte.
Estamos sendo engolidos em nossos pântanos ácidos o que destrói e impulsiona a humanidade
por conflitos que adormecem como ursos hibernados, alimentados por gorduras restantes e quando
devam ser repostas, agridem e caminham no curso da morte por necessidade.
Já nossa espécie, mata por prazer, por poder, por pura leviandade - não permitindo na maioria dos casos o direito a vida, mesmo que morrer seja uma consequência natural e inevitável.
O mundo anda sem rumo. O homem racional e provido de discernimento é sem dúvida o grande responsável por perguntarmos: Aonde encontrar a pílula do bem viver?
Utopia, meu caro Sherlock Holmes
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