A natureza humana nos remete inviolavelmente aos pruridos das conquistas, satisfação pessoal, espelhando nossos reflexos nas formas mais adversas possíveis.
Somos auto punidos e fragmentados nos momentos das dores e alegrias.
Não encontramos e nem será neste mundo que encontraremos a fórmula mágica e as respostas que não sofram ou passem pelo julgamento humano. Somos transitórios e por assim sermos, buscamos resolver as equações apresentadas pela magistral complexidade cerebral no acometimento entre acertos e erros.
Atingir a plenitude ainda não nos foi permitida. Somos uma busca constante e por vezes transviada.
Nossos desvios e condutas inadequadas, levando-nos ao desequilíbrio psicomotor o que rasga
o feltro da bondade altruísta faz parte de nossos tempos.
Procuramos incessantemente por desejos desnecessários o que nos leva aos paredões da discórdia e desprezo pela figura humana.
Precisamos cultuar o divisível, o amor, a serenidade e não magoarmos a quem tanto amamos ou mesmo nos instantes de dor e solidão, acolheu nossas almas em fardos de algodão.
Infantes somos na busca do equilíbrio o que revela a nossa ingratidão desvairada, margeando o nosso caráter e violência mental e social.
Estabelecemos regras para manter a ordem regimentar; paradoxalmente rompemos sanguinariamente quando nos vemos na condição de réu.
Patíbulos nos esperam com a mesma guilhotina que afiamos para nossos algozes. Ninguém está isento de cometer arbitrariedades e conhecer a lâmina que decapita no cadafalso.
Falta-nos bom senso e respeito pela coisa alheia. Somos severos em apontar às fraquezas humanas - críticos vorazes da vida de terceiros. Quem somos nós?
Precisamos e temos a obrigação de replantar a esperança que jaz e faz chorar famílias dilaceradas por um sistema ilegal - em conluio com este mesmo sistema dito legal.
A situação beira o irracional, o medo, o desespero, o desassossego, o mal em confronto diário com o bem, a insatisfação do eleitor, a falta de políticas públicas eficazes, a tão reclamada justiça, quinhentos anos e agimos como delinquentes pueris.
Fica a expectativa que os movimentos populares ordeiramente e não estes vandalismos com outros fins, possam restabelecer a ordem e melhorar as condições de vida e dignidade da população aonde quer que ela se encontre.
Se um outro mundo existe, certamente não deve ser pior que este pelo qual passamos por tanto sofrimento e desrespeito a espécie humana.
Aos que de alguma forma contribuem e participam na melhoria da sociedade, independente dos meios utilizados, meus sinceros respeitos e profundo apreço.
Aqueles que preservam a natureza quer seja sua fauna e flora, muita vida e luz interminável.
Os que descobrem substâncias para uma melhor qualidade de vida, muita lucidez e sucesso.
Todos que rompem a madrugada na busca incansável por salvar vidas, compor uma suave canção, visitar um desabrigado, aconchegar uma criança, orar pelo bem estar da humanidade...
muita força e paz.
Infelizmente nem tudo são flores !
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