Pesquisar este blog

sábado, 3 de maio de 2014

Régua ou computador?


descriptio...

Depois de um certo tempo descobrimos o quanto vivemos.
Infância em carrinhos de lata - puxados por cordões de arame.
Gude muito joguei e cavar três buracos era a regra, ir e voltar.
Futebol, ah...bola de pontinhos intermináveis aos muros se chocar.
Batíamos figurinhas em mãos de concha na procura do astro maior.
Badogue que lagartixas serviam como alvo.
Estudar naquela época era coisa séria, palmatórias e castigos não eram censurados.
Lembro que sempre e de forma oculta por alguma professora o desejo já existia.
Estudar era algo muito mais prazeroso - mesmo sob os olhares rigorosos das diretoras.
Normalmente às aulas eram cumpridas na sua plenitude: 07:20 até 11:50.
Nos recreios todos tinham suas preferencias e não se falava de drogas ou sexo.
Claro que existia o interesse por essa ou aquela menina e vice-versa.
Quando não terminasse o dever - alguma punição nos era dada.
Tudo transcorria com a mais absoluta normalidade e respeitar o professor era incontestável.
Quadro, giz, compasso e esquadro eram nossas ferramentas construtivas.
Não existia quadras poliesportivas que pudessem descobrir talentos olímpicos.
Educação física era matéria obrigatória. Quem mais se destacava gozava de regalias do professor.
Como jogava bem futebol e cumpria as determinações do mestre, nunca tive problemas para passar.
Sempre fui um medíocre aluno de matemática - passava arrastado com auxílio das bancas.
Não me lembro de professores fazendo greves ou tendo viroses para aulas faltar.
O fardamento sempre foi rigoroso, meia de cor diferente, amanhã seria melhor não vir.
Cantar o hino nacional era obrigatório. Sempre gostei do "ouviram do Ypiranga margens plácidas"...
Dez horas o sino tocava e na cantina, quem tinha algum dinheiro podia comer um pãozinho de queijo com grapete, fanta ou fratelli vita. Era uma algazarra geral !
Jamais me esqueço da professora Darcy, uma mistura de rigorosa matemática com ar canibalesco.
Como ela morava ao lado do colégio, nunca tinha aula vaga. Era um tormento ao meu não saber !
Tive lá meus namoricos e Suely às escondidas com sua pele angelical não se furtava de beijicos.
O tempo foi passando e muitos por motivos diversos a cada ano outras escolas escolhiam.
Ainda me lembro de muitos e mesmo nos momentos de pequenas brigas, quer tenham sido por liderança, paqueras, aproveitamento escolar, etc...logo nos reconciliávamos.
Hoje as escolas públicas são verdadeiros barris de pólvora prestes a explodir, ameaçando tanto alunos, professores quanto o patrimônio público.
Talvez hoje os estudantes estejam mais preparados o que não podemos afirmar categoricamente.
Escolas particulares estão muito caras o que não determina que nossos filhos saibam mais do que no passado. Por evolução natural subentende-se que esta seja a realidade.
Também não podemos esquecer que o ensino em qualquer esfera - tornou-se uma grande fábrica capitalista, formando profissionais de preparo duvidoso.
Exceções existem em qualquer campo da ciência. Sempre teremos jovens profissionais de comprovado saber, saber este que requer investimentos da família, do Estado e da sua dedicação e persistência.

O que não podemos esquecer é que educação é um direito de todos !
Mais acho que naquele tempo era mais original !

Nenhum comentário:

Postar um comentário