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segunda-feira, 8 de julho de 2013

CORAÇÃO





Que fizeste comigo!? Castigo? Sentença? Bomba q feri minha alma.
Sofrer faz parte de nossas vidas. Sorrir também!
Corro louco pelos quatro cantos do meu quarto. Só eu sei.
Desço e subo e preferiria o meio. Navego, derivo, me engano.
Não te engano, não tenho intenção. Afinal de contas o engano sempre será só meu. Exclusivo.
Talvez seja culpa desse coração isquêmico, fino sangue. Sei lá.
Gosto é de vê crianças sorrindo, o mar em calmaria, o cheiro da terra, o canto matinal do galo, a cobra em espreita, o sol nascer, a lua trazendo uma nova esperança. Mas sei q é preciso ação, share.
Quando fico só, não é bem por que quero. Fiz-me assim!
Paradoxalmente estive motivando às pessoas. Produzindo provas.
Sumiram. Se foram como penas ao ar. Flutuantes.
Azuis, vermelhas, pendentes e pedintes.
Docê variação.
Insone fico sem sono. Rolo como um compressor sem quebrar vidros.
Corto veias sem artérias. Caminho de encanto, transfusionado. Vã.
Inopino descalço no solo barroso sou sem alpercatas, lampião.
De gás, fumaçento, causando danos pulmonares. Eis a vida do povo.
Volto à cidade de luzes. Gente se enroscando em colcha de retalhos. People.
Ouço conversas como uma árvore pingente, luminosa, algarrobas verdejantes.
Sentam-se, sentem-se, falam, olham-se, pleiteiam, cobiçam, feito netuno são os donos do mar. Afrodite ou Baco...prazer é o q procuramos. Leveza é melhor.
Vista sua calça azul e desbotada, aquela LEE, camiseta limpa, rasgada, tênis sujo, carteira de estudante, espere sua namorada, linda flor jovial, abraçe aquele amigo no outro lado da rua, pule, mostre seus dentes de marfim ou nicotinados, isso é o q foi.
Agora volte e seja um grande rapaz. A vida não espera, ela é o que fizemos ou não. Mas é a vida.
Retorne ao mandacaru e nas noites de frio sei q tudo foi passageiro como o canto da noite, fria cerejeira como o cair da primavera.
A vida é linda, cheia de vulcões q derretem a uma nova vida.

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