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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Silêncio

Madrugada.
Agora percebo a sua falta por se afastares de mim.
Descanse em paz meu sertão.
Sofra todas suas transformações.
Não importa que eu veja - amanhã vou sentir.
Um leve sorriso ou revolta o meu coração vai partir.
O rio secou mais ficou.
Compensando um novo colostro ao bezerro alimentou.
Aquela semente por ventos lançadas - germinou.
Gramíneas penetraram no solo e perco de vista por que me cegou.
Muita coisa mudou.
Metamorfoses maestras em encasulamento alterou.
Abelhas, borboletas, mariposas o dormente sertão polinizar.
Vaticinar que novas espécies vão colonizar.
Novas bactérias, fungos e protozoários a ciência vai ganhar.
Ectoplasma neste absoluto silêncio podem nos visitar:
Ectofitoplasma, Esctomineroplasma e Ectozooplasma.
Diversidades madrugais e questionáveis nesta congelante frieza
podem certamente o quadro alternar.
Agora o galo canta, defendendo seu território e o dia vai raiar.
Acabou mais uma madrugada.
Caçadores noturnos vão se entocar.
Fico curioso em saber onde o lobisomem em sua lenda
vai retornar, não era noite de lua cheia e ele teima em minhas madrugadas vultuar.
Espero outras madrugadas e em noites poder  brindar.
Que venhas !

Tony


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