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sábado, 20 de julho de 2013

Não sou do sertão

Pena, lá tive muita emoção.
Conheci o absoluto silêncio.
Menos o bater do meu coração.
Vergavam árvores.
Poeira subia.
Vozes daquele mundão.
Crianças brincavam com o camaleão.
O moço passavam e saudava com sua mão.
Aió no lombo até o seu filho carregar.
Léguas ao caminhar.
Passos cansados e firmes à fome alimentar.
Um copo d'água fresquinha de porrão pará aguentar.
Tão pueril na distância que dava pará confundir.
Estacas e estacas sem fim.
Aos milhares se podia contar.
Alpercatas em cata ao barro ensolarar.
Êta povo que anda sem reclamar.
Filhos na espera da farinha o que não podia faltar.
Lá se vai mais um sertanejo sua família confortar.
Expectativa existia da muiê um fustão colorido podia ganhar.
Em pisadas ao rio do peixe ia me esbaldar.
Esquistossomose ou barriga d'agua ronda aquele lugar.
A água é tão importante no sertão que gargalhadas o silêncio vinha quebrar.
Quem é da capital era capital perguntar: tem sucuri?
Ouvia-se - deixa de frescura seu cabra da peste !
Se nas andanças das estradas empoeiradas o vaqueiro podia ralar, no majestoso
rio o barro e o calor ficavam a dormitar.
Quando todos voltavam a casa da fazenda os pés tinham que lavar, bastava uma latinha qualquer
e sandálias corróidas pelo sol  areias iria expulsar.
O sol já se põe.
Pouca coisa podia-se desejar:
Comia-se o mínimo ao alimentar.
Deficiência nutricional é um quadro das bandas de lá.
Cama de alvenaria e um frio de guilhotinar.
Ficava atento às conversas e regionalismo do sertão, precisando decifrar
certos termos para que mesmo não sendo do sertão - quão lindo era o seu falar.
Bravos sertanejos !


Tirem suas conclusões.




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