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quinta-feira, 11 de julho de 2013

VAQUEIRO - 20/07 é o dia Nacional.
Gibão, pára-peito, perneiras, luvas, jaleco,chapéu, fação e espingarda.
Assim enfrento o dia.
O gado dos coronéis.
O sol causticante.
O boi que desgarra das minhas garras.
Sou na verdade um pastor de gados.
Ouvir dizer que vim da península ibérica, sei lá q diabo é isso seu cabra.
Gosto e de Teiú-açu, tatu, paça, coelho e o q der prá comer.
A imensidão do campo.
A beleza do cacto e mandacaru.
Levo farinha e rapadura para minha fome ENGANAR.
Arribo pelas planícies na busca do gado fujão.
De vez é  o pretinho, sorridente, pinta manchada e por horas me cego no não saber olhar.
Tenho uma vida dura que só Deus é capaz de acabar..
Cuido do mourão, da cerca partida, do curral e corto palmas ao gado alimentar.
Vezes me espinha, mas minhas mão são como uma placa de couro.
Vivo na solidão. Inté já me acostumei.
Saio antes que o sol me ilumine, o calor é de matar!
Mas já sou parte desse barro que cavalgo sem parar.
Quando uma paradinha dou - é prá um tabaco poder espirrar.
Seu moço, trabalho feito boi ladrão e quando reclamo no silêncio tenho que ficar.
Por vezes uma cascavel tenho que enfrentar.
Seu guizo não me faz alardar.
O troféu é o seu chocalho(guizo) aos amigos apresentar.
Quando volto lá pelas tantas é na busca duma carne poder lascar.
A patroa já me espera que um filho poso providenciar.
Apago o fifó tá na hora de deitar.
Amanhã tudo vai recomeçar e pouca coisa vai mudar.
Vou ficando com minha pele seca e enrrugada, talvez consiga me aposentar.
Comprar uma terrinha para uns bichinhos puder cuidar.
Não quero voltar para cidade -tenho medo de acomodar.
Aqui tenho o sol brilhante, a vaca Manhosa, a cabra fujona, o rio rastejante, o beijo da
Cipriana, as botas prá lustrar e uma neguinha nas bandas do outro lado de lá, menina travessa que me faz avexar.
Me pergunto: por que tenho que vaqueiro me abandonar?

Tony











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