Sou um judeu-polônes. Nasci em abril de 1921.
Morei em banco de praças, quase no Alasca.
Obviamente sofri os horrores do holocausto.
Radicado na Bahia desde 1972.
Pintor, escultor, gravador, fotógrafo...
Faço do formão, da mata enfumaçada o meu protesto em lascos e traços.
Modernamente um carpenter de grandiosos absurdos.
Morro e dou vida cênica aos palcos por muitos queimados.
Fogo e chuva são os elementos que preciso para criar.
Centelhas me fazem chorar e com essas mesmas lágrimas posso recriar.
Nunca sei o que a natureza carbonizada pode proporcionar, se um belo contorcionismo
ou leques e formas que só minha imaginação são capazes de filtrar.
Sei como iniciar, mas jamais como terminar.
Assemelho-me paradoxalmente aos devastadores da floresta em celulose procurar.
Inversamente protesto com o negror que carvoeiros aos seus pulmões vão debilitar; quanto
a mim o que resta é mostrar a destruição cavalar.
Sou um velho cansado de muitas lutas e labutas, pouco podendo guerriar.
Indústrias influentes continuam a queimar.
Pífia fiscalização, amazônia em destruição e interesses escusos vão em cinzas prosperar.
O ecossistema é um câncer social sem profilaxia.
Talvez ele tenha indiretamente favorecido aos apelos e criações do bravo Krajcberg.
Contudo, a sociedade civil precisa ficar vigilante, engajada, solidária, nacionalista com a natureza ao invés
de esquecer de molhar aquela plantinha em seu quintal.
Cabe ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE), uma severa vigilância
para que a Amazônia seja preservada.
Frans Krajcberg a minha admiração.
Tony Almeida



Nenhum comentário:
Postar um comentário