Sou de barro e palhas de buritis.
Pau central.
Cumiera sem besteira.
Fogão de fumacê.
Arrasto em rastros torras para aquecer.
Em café me faço.
Arregaço torras de envelhecer.
Cinzas que sopro ao tição vermelhecer.
Marido acorda.
Sertanejo quer tudo ao seu embebecer.
Agora leite e cavalo ao seu belo prazer.
Ele se foi.
Hobbin Hood do sertão.
Se acha galante, fazedor de filhos.
Bois espalham-se.
Em verdade é trabalho duro.
Mas quem cozinha o duro tatu/teiú é o fogo envelhecer.
Logo ele volta - deixa a fresta embrilhecer.
Aqui não chove, por que tapar buracos?
Quero o rio entorpecer.
Lavar roupa, bater nas pedras a conhecer.
Subir com a lata na cabeça.
Vem menina - deixa de moleza.
Todos voltam na festa do rio do peixe,
Que peixe?
Amnésia um pouco querem esquecer.
Carne, pinga, fogo moderno, biquinis da cidade, new fotografic, em parafernália ao viver.
Todos se foram ao final da tarde.
Tudo voltou ao normal.
Casa de sapê, café em barro, vaqueiro q se foi, lata d'agua na cabeça, sol assombrante, noites impessoais, todos dormem ou fazem amor sejam grilos ou rãs - mas é o que restou.
Lindo Rio do PEIXE EM PEDRAS E VERDES AO MARGEAR.
Lembro bem !

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