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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia de quem escreve.

O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e os humildes.



Hoje é dia do escritor e nada melhor que fazer um tributo a suprema sabedoria de Cora Coralina, tão loquaz quanto aos inúmeros nordestinos que certamente se orgulhariam dessa poetisa goiana.
Sou Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, profissão: doceira.
Pseudônimo - Cora Coralina e olha que não sou nenhuma menina.
Nasci em 1889, assim sendo tive muito que aprender.
Vivenciei que a vida é para se viver com sabedoria.
Em 1909 nasceu o "poeta da roça" - Patativa do Assaré.
Sábio Sertanejo com cantos e encantos que pouco sabia lêr.
Exu em 1912 trouxe os acordes do "rei do baião" o Gonzagão.
Em Macejana, nasce(1829) o orador  José de Alencar de prosas e epopéias do Ceará.
Antes de mim Manuel Bandeira, maestro Villa Lobos, o longínquo Boca do Inferno Gregório de Matos,
logo Ferreira Gullar pelos anos trinta, juntando-se ao dramaturgo Ariano Suassuna e de Maranguape o
mutifacetado Francisco de Oliveira Paula Filho de belas lembranças e gargalhadas.
Jorge e seus Capitães de Areia, Cravo e Canela e Vadinho ao lar retornou
O último poeta da terceira geração de Curralinho com seu romantismo e parnasianismo
até os seus vinte quatro anos dos grilhões os escravos declamou. 
Itaparica nos encaminhou o João Ubaldo Ribeiro que sempre reclamou.
Hoje é o dia do escritor, pessoas que falam do ato e do amor.
Como já dizia Torquato Neto: o certo é o ouro lado do errado.
Fica a singela lembrança da bela musa em foto.
Poetas e poetisas sempre existirão, não importa o nome, região ou nação.
Os que ficaram no esquecimento não foi minha intenção.
Todos merecem nossos aplausos e respeito por terem contribuído de alguma forma
para formação dos que clamam por um pão ou fazem do nosso país uma magnífica
constelação.

Obrigado indistintamente.

Antonio César Almeida.




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