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quinta-feira, 11 de julho de 2013

VENTO DE TIÇÃO


                                                                  Sou o vento, prazer.

Vagar com ele em revoada de urubus na procura da morta boiada ao ciclo alimentar.

Talvez uma cascavel desalojada.
Observar carcarás, calangos, asa-branca, caborés na noite e passar despercebido em toca.

Chegam as ararinhas azuis em extinção e meu sofrido coração pede preservação.


Amor de vento


Queria mais ainda a força dos ventos para em seu corpo bailar no sertão-árido/esquecido e poder te lembrar. Dançar na cozinha, levá-la prá cama e abraçados ficar.
Queria, ai... como eu queria ser uma ventania em pura alegria para te vê passar, rodeada de flores silvestres, perfumadas e eu sem poder arribar. Ah...queria.
Ventos em supremacia me levariam ao te vê cantar... Cantigas do sertão, não da minha autoria, mas do bravo vaqueiro levado em desfiladeiro para vida melhorar.
Ah...como eu precisaria dos ventos uivantes, de carregá-la, ao colo deitar, seu dorso moreno e botões rompendo e sem graça ficar. 
Ah...vents me levem aonde eu não puder estar, traga de presente a alma que perdida para que  possa refratar. Possivelmente aprender da mesa forma ! Varrer cacos e não mais sangrar !
Agora me traga o cheiro da estepe em vôos rasantes como são as coisas pró lado de lá.
Não esqueça do cheiro da terra molhada em calmaria poderia escutar.
Terra forte, única, ofegante para o seu pasto brilhar nos ventos açoitantes ao meu debruçar.

Ah...meu vento passante ao qual não posso controlar. 
Diga no ouvido dela, de frente prá ela que eu quero me perdoar.

Mas continuar com o meu rompante, soprando buritis, paus de rato e jatobás.
Querido vento farsante - leve estas por vir, mas traga a doce infante em verdades ao meu ouvir.
Amado vento enganador, lhe peço mais que, trazendo a  menina em clausura - liberte suas asas lhe fazendo voar se não ao meu alcançe, em todas variantes seu lindo olhar.
Vento que vai, acalmando-se entre os monte perdidos - clareia com labaredas de ouro os seus sedentos caminhos do sertão a fora e brinde sua chegada com torras de pau seco que guardei quando do seus  chinelos  batidos, cabelos revoltos, penumbra em brasa ao meu cortejar.
Vento amado - agora se vá, mas peço que não se dissolvas entre os outros ventos à encontrar.
Vento que traz - arrume em pequenos baús de cedro presentes guardados no seu chegar, mas deixe no nas brasas de troncos para não a cegar.
Vento do lá: tu sabes, chancelas o vento quão necessito encontarr.   
Quando ventas não sei distinguir para que lado procurar N/S/L/O , rios riachos ou igarapés - resta uma flor roçando meu pescoço e sei que com o ventos irás.
O que se foi?
O que deixei ir?
O que é?
Não importa - ele vai sempre voltar.






Tony Almeida













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