Queria que meus filhos voltassem para mim como um barco perdido.
Como?
Quebrou o mastro.
Cordas se partiram.
Alçapão se abriu.
Escotilhas se quebraram.
Mar revolto.
Faltou emoção.
Ondas batiam como cipós em tiras de sangue.
Pinos aplunivam.
Socorro.
Chapéus ontem branquiços, hoje ao Deus dará.
Chanéis sem o mínimo valor, se foram.
Perfumes sem odor.
Batons com gosto de sal.
Inderretivéis.
Sapatilhas eram saltos sem balés.
Deslize naqueles three days grace metros de terror.
Não os achei.
Sempre procuramos primeiros os filhos. Até aquele q não tens convicção.
O mar calou como o noturno manicômiano.
Sem drogas ou trovas.
Todos queriam um cobertor - esquentar-se.
Mar ficou calmo.
Coisa de Deus.
Reprocurei meus filhos e eles não atenderam.
Na verdade eu estava só.
Sem anzol.
Sem nó.
Sem isca.
Sem h2o.
O golfinho embicava.
Não sei distinguir golfinho de tubarão, lamento!
O sol se veio entrando em meu íris.
Fui chegando - só.
Todos se foram ao forró.
Era noite de fogos!
Fiz uma festa com golfos de omeprazol.
Canjica e jiló.
Não tinha ido ao mar.
Tava queimando brasa e fumando.
O barco se foi.
Rememeber que ele estava lá.
Foram meu filhos que eram o mar.
E q mar!
Pai que ama!
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