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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ele transcende.




Apenas um filho.

Tenho algo que é de ouro.
Não é um troféu.
Portanto, não se compra.

Tenho algo que é de ouro.
Fino e brilhante.
Todavia, resistente e inquebrantável.

Tenho algo que é de ouro.
Riqueza sem igual.
Contudo, sem vaidades..

Tenho algo que é de ouro.
Brilhante como o sol.
Porém, meu sol do sertão.

Tenho algo que é de ouro.
Corrente do meu ser.
Entretanto, desviou-se e fui perder...

Tenho algo que é de ouro.
Pouco posso vê.
Síntese que me faz doer.

Tenho algo que é de ouro.
Garimpo do meu querer.
Decerto que não quero perder.

Tenho algo que é de ouro.
Nobre e interminável.
Por conseguinte digno de honra.

Tenho algo que é de ouro.
Luto silenciosamente por ter.
Não obstante, falta o entender.

Tenho algo que é de ouro.
Difícil de se ter.
Gás volátil que não posso perceber.

Tenho algo que é de ouro.
Meu filho Lucas.
Mais nobre que o ouro, meu elmo por me proteger.

Tenho algo que não é de ouro.
Carne viva, olhos que brilham, corpo que amo e preciso proteger.
Acredito que um dia ele eu possa ter, não vou banhá-lo de ouro.

Ele já o é, na sua própria essência.







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