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sábado, 21 de setembro de 2013

CAPS - O q fazer?

Você já fez uma visita ao Centro de Atendimento Psico Social, vulgo CAPS?
Caso não, vou-lhes contar algumas historinhas de lá. Difícil é saber por onde começar.
Devo perguntar se adentraste na miséria do sertão, certamente dirias: eu...hem...
Ninguém que comer barro, mosca dos sinzais, crianças esquisostomosas, bilhazíarse, barrida-d'agua... parasitária, multicelular mortal e transmissível.
Ô cara, seus políticos de merda...Alexandre Padilha(MS), tripanosomas do dinheiro público e seus concubinatos, o quadro é gravíssimo neste aspecto quanto aos zumbis e seus protozoários.
Possivelmente o "crack" esteja matando bem mais que doenças comuns neste paraíso que é o sertão.
Vou deixar de lado o sertão, de lado vírgula, lá o consumo descontrolado da "pedra do diabo" é uma questão de saúde pública e como aqui estamos despreparados psicopedagogicamente, utilizando medicamentos para amenizar os terríveis efeitos desta "desgraça humana", pulemos.
Em nenhum momento posso definhar os esforços dos profissionais que com muito amor e paciência atendem os adictos que frequentam as pouquíssimas unidades do Caps em Salvador.
O corpo multidisciplinar alocado em suas sedes não estão devidamente preparadas cientificamente para resolver tal problema. Mágica não existe no contrôle e certeza de melhora dos dependentes.
Reduzir danos nos usuários é como um balão que vc. solta e não sabe qual floresta  vai incendiar;
Não existe uma substância capaz de bloquear a impetuosidade do viciado, ressocializando e reintegrando socialmente o mesmo para uma vida digna e feliz. Meros paliativos. Faz dormir. Depois não se sabe !
Seria uma incoerência culpar aqueles que por opção, se dispuseram a psicoterapiar a dúvida algoz.
Não quero proteger o limite da mente humana ou alguns desleixados que vão por terem passado em concursos ou foram nomeados para distribuir cápsulas para sonificar os lamentáveis doentes.
Sim...dependência química, quer seja o que for é uma doença. Mais grave ou menos grave. Relativo.
Lutamos contra esse dopante álcool, inimigo das vidas que trafegam e perambulam por ai.
Qual a solução? Fiança? Discordo! Apenar e indenizar às famílias que sofrem pela perda de pais.
No Caps - usuários de álcool não matam porque veículos não tem. Por vezes uma facada desesperada.
Qual a sentença imposta? A fuga, a miséria dilacerante, a morte, o não me lembro. Talvez nova facada!
Senhores, Senhoras, Jovens..Caps é uma sigla incorrespondente. Feita em gabinetes do desconhecimento.
Lamento comentar sobre aquela casa de dois andares, com um lindo jardim na entrada.
Anti-sala com ébrios na espera da esperança.
Recepção sem recursos.
Gabinetes vazios.
Médicos psiquiatras por faltar.
Psicólogas que ouvem e nada podem fazer.
Farmácia que distribuem (quando tem) os benzodiazepínicos.
Bebedouro quebrado.
Loucos que gritam e se calam da mesma forma.
Os adictos que querem se recuperar, todavia a ciência não encontrou o modelo.
Falta de programas eficazes e consistentes.
Inexiste a alegria no viver.
Isso me chateia. Fico triste.
Queria ter a fórmula e não tenho e, o que nos resta é conviver com a ausência do estado.
Somos uma dor social e perder a esperança é deixar de sorrir todos os dias.
Adictos são gentes, talvez ausentes desta sociedade malidicente e desprovida do que pode minorar
 as loucuras do crack: família, apoio, amor e um digno tratamento.
Essa algesia não é bom para ninguém!!!
Tony Almeida

Lembrando: Ibogaína:

Uso medicinal

Estudos sugerem que a ibogaína tem um potencial considerável no tratamento da dependência de heroína, cocaína, base-livre de cocaína (crack), metadona, e álcool. Existe também a indicação de que pode ser útil no tratamento da dependência do tabaco. Foi ainda sugerido que a droga pode ter um potencial considerável no campo da psicoterapia, sobretudo no tratamento dos efeitos do trauma e do condicionamento.
Uma única administração de ibogaína tem três efeitos típicos úteis ao tratamento da toxicodependência. Primeiro, causa uma enorme redução dos sintomas do síndrome de abstinência, permitindo uma desintoxicação relativamente indolor. Segundo, o desejo de usar a droga decresce notavelmente durante algum tempo após o consumo da ibogaína, geralmente uma semana a vários meses. Isto foi confirmado por estudos científicos. Finalmente, a natureza psicoativa da ibogaína parece ajudar muitos toxicodependentes a compreenderem e reverterem os problemas por trás da dependência.




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