
Não sou vaga-lume.
Nem imune.
Sinto dor.
Gente.
Hemoglobina, tenho sim.
Poucos leucócitos.
Indefeso.
Que nada, me defendo.
Melhor, a natureza.
Quão bela natureza temos...
Tudo por dar,
Indescobrível.
Como é brilhante o planeta!
Massacramo-o.
Somos um terror.
Filosófico.
Pantheons, vaidosos.
Cheios de opiniões.
Iceberg derretem.
Matas são queimadas.
Pássaros por se esconder.
Desequilíbrio.
Fome e miséria.
Guerras por vir.
Sertão da pobreza.
Coronéis...tolos coronéis.
Constroem seus castelos.
Deixam o povo morrer.
Povo é gente, viu?
Sentem ardor, calor, anoitecer.
País ambíguo.
Indigesto.
Ruim de conceber.
Palermas no planalto.
Dizendo o que vai acontecer.
O BRASIL é maior.
Somos privilegiados.
É tão difícil entender.
Gente bacana.
Rios e igarapés.
E nossa amazonia!?
Inigualável fitoterapia.
Lindas morenas brejeiras.
Cupuaçu, açai, acarajé, dendê, tentações...
No sul loiras de estontecer.
Acho-as lindas.
Belas indígenas por se conhecer.
Belo Brasil.
8.514.877 km quadrados de magia.
Polireligioso. Contagioso.
Coberto na manta do procurar.
Que país maravilhoso!
Nele tudo podemos achar.
Dor e amor.
Injusto aos que querem semear.
De poucos.
Infelizmente de poucos!
Falta educação.
Segurança.
Punição.
Mas é o nosso Brasil.
Devemos guardar.
Repartir com os desvalidos.
Somos todos amigos - pessoas.
Iremos também morrer.
Com ou sem corbélias.
Todavia, devamos cobrar.
Dignidade e ética.
Desvios sempre haverão.
O ser humano é falível.
Se deixa levar.
Pela fome ou ignorância!
Compreensível...
Tutto il mio popolo.
Ah...hoje é sete de setembro.
Grito do Ipiranga.
Gritemos independentes e ordeiramente.
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