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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mãe de Deus.


Quando hoje chorei te pedi sorriso.
Quando dor senti, só a ti pude recorrer.
Quando fraquejei, a fé me sedou.
Em verdade não sonhei, estava muito fraco.
Corri e supliquei por uma comum realidade.
Tenho esquecido de suas asas compassadas.
Nos iludimos com sua grandiosidade.
Versículos que adornam nossa alma.
Livramentos que pouco nos lembramos.
És o Senhor de todas às coisas.
Não importa em que religião habitas. És maior!
Muitas cognominam de Buda, Avatar, Krishna,
 Duk Cao Dai, Profeta, Maomé, Jeová...
Minha mãe sempre me disse que era Jesus Cristo:
 - O ungido -  Filho de Deus. 

Respeitar outras denominações é uma questão de ética.
Ethos (ética) que dizer o modo de ser a moral e o caráter.
Mas alguém pode definir alguém com tantos predicados que
 não seja o Rei dos Judeus.

Prefiro respeitar as verdades da minha fervorosa mãe.
Mãe é coisa de Deus, por isso é bom não duvidar.
Como sempre acreditei na sua fé inabalável, continuo fiel.
Mulher de trezenas. Quantos Santo Antonios fez decorar.
Papel celofane, enrugados, floridos, a certa altura, velas por clarear.
Reunia suas amigas, quando não só, mas sempre a trezantiar.
Era tão sincero e duma fé danada, impossível de duvidar.
Coisas de D.Cleonice na sua fé indubitável.
Logo o mundo nos faz arrolar.
Na procura do desconhecido queremos alternar. Curiosidade. Influência.
Porém as suas canções de Junho, eram lindas e incapaz ao esquecimento.
Perder o vínculo é como negligenciar um cinquentenário de verdades.
Obrigado minha mãe.
Não importa se descambei no afã do novo conhecer, sua ornamentação, seus
 cantos e encantos - não vou esquecer.
Santo Antonio, pregador ardente do Evangelho e consolador dos pecadores.



Igreja de Santo Antonio - Salvador / Bahia.
fotos-salvador
Homenagem a minha mãe de tantas saudades e amor maior.


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