
O povo já foi às ruas.
Pisou no asfalto.
Correu feito rato.
Muitos gatos.
Perdeu sapato.
Rostos escondeu.
O povo marcou encontro.
Muitos desencontros.
Bagunça geral.
Alguns se esconderam.
Daqueles macacos.
Bananas lhe deu.
O povo no planalto.
No Pão de açúcar;
Na Avenida São João;
Praça Castro Alves;
Sangue e bomba.
Feriu Julieta e Romeu.
O povo lutou nas avenidas.
Não um jubileu.
Somos muitos infantes.
Lutando contra infames.
Ditadura e cartel.
Crônica corrupção...
O povo deve retornar.
Subir em passarelas.
Acender uma vela.
Sem mortes cometer.
Simplesmente dançar.
Cantar o hino e em lábaros enrolar.
O povo precisa manter a marcha.
Expulsar a desgraça.
Na câmara e senado opinar.
Tourear no supremo e togas avermelhar.
Dentro do princípio e da ordem - espada usar.
Não para ferir, só alertar.
O povo detém o direito.
Obrigatoriamente de votos lhes dar.
Curralescos, cabrestos, dentaduras por trocar.
Logo gabinetes são masmorras.
Neles não podemos entrar!?
Então por quê votos temos que digitar?
O povo deve literalmente às ruas povoar.
Exigir educação.
Saúde.
Segurança.
Lesionar os improbos administrativos.
Fazer a lei vigorar.
O povo deve ir às ruas.
Praças.
Praias.
Cinemas.
Teatros.
Nem por isso o vandalismo predominar.
O povo precisa recitar.
Seu hino;
Sua bandeira;
Suas loiras, negras e morenas;
Seu sertão;
A justiça por se firmar.
O povo precisa impor-se.
Fazer-se respeitar.
Embargos infrigentes?
Ah...de difícil interpretar.
Absolver os mensaleiros...
Mais uma vergonha nacioná!!!
Chega de judiquês.
Sr.Celso de Mello, não cometa esta insensatez!
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