Uma figura, semi careca!
Chegou, sentou, sua viola no lado descansou.
Personagem desconhecido, jeito de bom louco.
Controverso, hilário, talentoso...
Ex-seminarista - belo artista.
Gostamos de vêr artistas que a mídia formata, criando uma nata que muitas vezes não tem nada à oferecer. Somos curiosos e até pueril no excessivo prestígio que damos, aos devoradores deste cenário musical de musiquinhas por demais repetidas, cansativas - enlatados de sardinha, nem sempre de boa qualidade.
Vou me ater ao que presenciei na entrevista dada nesta sexta-feira(24/08), lá pelo começo da madrugada, cidade calada e o quase arlequim Carlos - vendeu, pintou e bordou um belíssimo humor.
Cinquentão de muitas palavras, canções atiçadas, palavras rasgadas, contaminador.
Sabe aquela figura de muita candura, bom violeiro, sem ficar em cima do muro. Pornográfico sem ser vulgar.
Entrevista que não deve acabar. Envolve o público presente, teleouvintes até o sabiá. Estilo peculiar, pode falar da morte,sorte e da vida sem se alterar. Simples, risonho, iconoclasta(condenação às tradições religiosas) - pelo menos assim ele se define no disco infantil para adultos: Porque que a vovô tá fria? Rap do peido, Exame de Fezes e por aí vai...Cataléptico.
Dentro desse quadro de aparente anormalidade musical do meio carequinha Carlos, certamente deixou perplexo os que tiveram a felicidade de assistir sua entrevista.
O grande barato em fazer despertar em nossos meios o talento de nossos músicos é saber e tomar consciência que a natureza privilegia uns e outros se no ostracismo não estão, mereciam melhor sorte.
Música é música e diz o ditado popular que gosto não se discute. Possivelmente existam outros Carlos, careqa ou não - talvez
Quero terminar, dizendo foi estupefcatante sou haver.
Valeu.
Boa sorte.
Chega de ser démodé.
Foi só uma ripica miragem, ó Carlos.
Sucesso.
Bjs.

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