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domingo, 11 de agosto de 2013

Napalm.

Hoje é o dia dos pais.
Domingo quente, crianças ausentes, filhos.
Quantos por motivos desconhecidos, fortuitos, vãs, inexplicáveis se foram?
Quantas lágrimas ao vento evaporou?
Muitas dizimadas e em cantos largadas como nada parecer.
Arrancadas ainda no ventre, não podem sentir o gosto do viver.
Outras por balas ditas perdidas e certeiras fazendo pais enlouquecer.
Hoje gostaria de voltar a ser pai.
Na Sibéria ou no Gabão, mas que não faltasse um pedaço de pão.
Vê-las brincando em vão. Pés sujos junto ao chão.
Jogar gude ou fura pé, trocar figurinhas.
Escalar montanha e poder lhe apoiar.
Queria ser pai de novo.
Filho do corvo.
Sem estorvo e na cancela te vê passar.
Levar seu café na cama. Ainda que meio a se espreguiçar.
Vista sua farda e vá estudar. Leia livros o que eu não possa lhe ensinar.
Filhos, suprema bondade.
Depois se vão e voos rasantes te levarão; talvez para nunca mais voltar.
Alguns enfermos crônicos nas saias sempre irão se agarrar.
Muitos nos fazem sofrer outros nos alegrar.
Amor por filho é a única coisa que não podemos explicar.
Basta um espinho lhe furar !
Pronto - lacrimejar.
Se o perdemos joviais é preciso ser forte para suportar.
Finalmente queremos que eles sejam histriônicos, melhores, geniais, exemplares,
bem comportados, educados, lindos...besteira.
Filhos são o que são - filhos de pais.
Orgulhar-se é muito natural.
Ausente ou presente.
Branco ou negro.
Livre ou por uma sentença esperar.
Filho é o sertão que esperamos o seu revigorar.
A água que precisamos para viver.
O Deus do amar.
Eles são como o mar, sabes que existe - não por onde começar.
Reunamos-nos cada qual em seu canto, em encantos possamos
erguer a taça da concórdia, trocar beijos e carícias para um novo amanhecer.
Não sejam pusilânimes, façam o bem como se hoje fosse o dia de vocês quando pais poderem ser.
Ser pai é sentir saudade e amor.


Oi ! César, Carol e Lucas.
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