Queria tanto saber conviver com você.
Hoje vieste dolorosamente.
Só eu sei o porquê.
Assusta.
Quase letal.
Falta o amigo, o filho e o irmão.
Só não a dor no coração.
Ó solidão - deixe a minha mão.
Esqueça do meu coração.
Estou frágil, estima debilitada.
Saudade de Lucas, Paula e da minha mãe.
Vontade de partir sem saber para onde ir.
Estou suportando o insuportável.
Que pena ter me largado.
Imagino quantos neste dia assim estão.
Em asilos, em presídios ou até no meio da multidão.
A solidão pode ser boa ou mal. Depende...
Mas Deus me deu oportunidades - escorreu entre os dedos.
Sou refém de mim mesmo.
Por vezes incompreendido, inimigo de mim!
Não sei bem explicar.
Queria que o mundo não fosse assim - mortes e arrependimentos.
Sei que existe pessoas de bom coração e altruístas.
Lamentavelmente os conflitos sociais estão predominando, devorando o ser.
Que pena meu Deus!
Hoje é daqueles dias que não gostaria de existir.
Como se não tivesse existido - incontável.
Preferiria ficar calado, deitado, nem isso escrever.
Teria que vê Varenka e poesia ouvir, o amigo Daniel para orar - sem condição.
Sem alegria essas pessoas não devem ser visitadas.
Deixe-me nesta negra solidão.
Quero que este dia passe, acabe como começou.
Nem minhas plantas namorei.
Como posso enfrentar gentes tão especiais?
Se milagre existe, hoje eu quero que batas na minha porta; caso contrário
seja o que Deus quiser.
Gostaria que a solidão hoje, esquecesse de mim e de quem porventura
assim se sentiu.
Quem a vida fez sorrir, ótimo, meus parabéns.
Mãe, quanta falta você faz.
Lucas, é duro sem você.
Paula, muito obrigado baixinha.
Solidão é uma dor sem doer - difícil diagnóstico.
Desculpe.

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