Nesta manhã queria ter margaridas, todas muita amigas, esquecendo noticiários que denigrem e entristecem a nossa espécie. Ela que na noite se fecha, num provável sinal de defesa do nome que lhe também é dado - mal-me-quer, amanhecendo brincando feito como criança se conhece por bem-me-quer.
Pérola da juventude, sensibilidade e inocência. Nela encontramos bondade, pureza, paz e afeto, longe dos desafetos que nossa sociedade traz.
Precisamos aprender com a natureza, trazendo em sua ampla beleza o que nossos corações desfaz.
A natureza não mata, não morre - se renova, quando em revolta são fenômenos naturais. Passam rapidamente, sem mágoas, mácula... o inverso do homem na sua incontrolável "saga viking" que destroem os povos, irmãos e até seus ancestrais.
Continuamos como bichos enjaulados, castrados, vilipendiados...por um abraço esperar. Milhares morrendo de fome, muitos sem ter a quem amar. Gente cansada de tanto esperar. Mundo difícil de interpretar!
Povo dizimado por gases ou balas que destroem sem parar.Armas químicas que acordos ou protocolos não conseguem bloquear.
Lançam indiscriminadamente o Sarim, Mostarda ou Cianídrico, mães e crianças por chorar.
Guerras de poder, antiética, pavorosas, religiosas que matam por matar. Homens criminosos que não sentam para conversar, achar um meio termo e o mundo melhorar.
Triste raça humana que margaridas não sabem ofertar. Falta bom senso, mas pequenas atitudes como uma criança que nesta manhã por pura sensibilidade pode demonstrar. Doando os seus lindos cabelos para jovens portadores de câncer sua face pudesse a estética no espelho brilhar. Que ato nobre em contraponto com o que tento explicar.
Precisamos molhar nossas raízes, cortar farpas, cegar nossas facas que andam perfurando tantos corações que só querem bombear.
A esperança é existir em noutro lugar um jardim de muitas flores, jaqueiras, bananeiras, sequóias gigantes aonde todos possam se abraçar. Seria um abraço interminável, eliminado as dores, sem dar tempo aos que passaram por esse mundo e nada tiveram para contar ou amar.
Aos que não protegem a natureza, não é modismo é falta de sensibilidade e isso não posso ensinar.
Já os que plantaram um graveto, rasgaram seu peito por causas justas lutar, tenham a certeza que Deus vai na sua imensurável misericórdia uma margarida ofertar.
Quem por razões das mais diversas aqui veio perambular ou pequenas falhas aflorar, passarão pelo crivo deste mesmo Deus na sua plena justiça por julgar.
Lamento não saber como é formado o tribunal do Senhor!
Sangue ou compaixão!?
Só nos resta esperar!!!
Margaridas, absolvidas.
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