
Acordado pensei em lhe tocar.
Sentir o seu cheiro de araçá.
Morder os seus lábios a me adoçar.
Subir no seu tronco e como criança brincar.
Como queria poder te roubar dos braços da noite e vida lhe dar.
Pular o seu muro como moleque lhe olhar.
Romper ligamentos e tendões e dores suportar.
Inventar uma história do arco da velha só para o seu balbuciar.
Engatinhar por telhados por frestas espreitar.
Morena brejeira que não liga para minhas besteiras, só quer se afastar.
Insone fiquei para seus desejos velar.
Pulei até na jaqueira em torre ficar.
Em certos momentos pensei não suportar.
Dores tão crônicas em meu palco se instalar.
Abri a coxia em textos bradar.
Cenas tão fortes em fórceps arrancar.
Atos cirúrgicos, precisos e ocultos que o projétil estava a quase silenciar.
Resistia a perda do sono na espera do seu corpo desvendar.
Infiltrei-me nas folhagens em mimetismo homocrômico num quase
endeusamento por me fazer notar.
Logo comprei trufas para em fungos me transformar - queria ser qualquer
espécie para me fazer tocar.
Pensei em ser uma pequena porção de poeira para te contaminar.
Passar noites em seu leito como um antídoto sem curar.
Inopino acreditei que estavas a me olhar.
Ledo engano era a minha mente a me enganar.
Falei com os anjos, deuses e a natureza como me fazer lembrar.
Ouvi o conselho que devia me resguardar: coisas que se foram nem sempre
podem se resgatar.
Vidros quando quebrados, deixe-os em seu lugar.
Sangue quando esvai-se, deixe a córrego levar.
A vida e os seus rumos.
Flores e frutos não tenho mais para ofertar.
Tomei um check-mate e devo me conformar.
O que está em jogo não é o perder ou ganhar; é ter a dignidade
de uma nova vida reformular.
Rosas são vermelhas, violetas azuis, aromáticas sei que são.
Quem sabe que inesperadamente tudo possa se modificar.
Esquecer de brejeirices e quintais saltar.
Nos tablados derrapantes, descobertas e escavações podem
me libertar, dessa noite mal dormida que procurei lhe perolizar.
No fundo no fundo - precisamos é nos amar.
Duma coisa fiquem certos - a felicidade mora ao lado.
O tabuleiro de xadrez é sempre um convite ao novo jogar !
Também sei dar Check-mate !!!
Queres um chá?
Camomila?

Boa noite.
Morder os seus lábios a me adoçar.
Subir no seu tronco e como criança brincar.
Como queria poder te roubar dos braços da noite e vida lhe dar.
Pular o seu muro como moleque lhe olhar.
Romper ligamentos e tendões e dores suportar.
Inventar uma história do arco da velha só para o seu balbuciar.
Engatinhar por telhados por frestas espreitar.
Morena brejeira que não liga para minhas besteiras, só quer se afastar.
Insone fiquei para seus desejos velar.
Pulei até na jaqueira em torre ficar.
Em certos momentos pensei não suportar.
Dores tão crônicas em meu palco se instalar.
Abri a coxia em textos bradar.
Cenas tão fortes em fórceps arrancar.
Atos cirúrgicos, precisos e ocultos que o projétil estava a quase silenciar.
Resistia a perda do sono na espera do seu corpo desvendar.
Infiltrei-me nas folhagens em mimetismo homocrômico num quase
endeusamento por me fazer notar.
Logo comprei trufas para em fungos me transformar - queria ser qualquer
espécie para me fazer tocar.
Pensei em ser uma pequena porção de poeira para te contaminar.
Passar noites em seu leito como um antídoto sem curar.
Inopino acreditei que estavas a me olhar.
Ledo engano era a minha mente a me enganar.
Falei com os anjos, deuses e a natureza como me fazer lembrar.
Ouvi o conselho que devia me resguardar: coisas que se foram nem sempre
podem se resgatar.
Vidros quando quebrados, deixe-os em seu lugar.
Sangue quando esvai-se, deixe a córrego levar.
A vida e os seus rumos.
Flores e frutos não tenho mais para ofertar.
Tomei um check-mate e devo me conformar.
O que está em jogo não é o perder ou ganhar; é ter a dignidade
de uma nova vida reformular.
Rosas são vermelhas, violetas azuis, aromáticas sei que são.
Quem sabe que inesperadamente tudo possa se modificar.
Esquecer de brejeirices e quintais saltar.
Nos tablados derrapantes, descobertas e escavações podem
me libertar, dessa noite mal dormida que procurei lhe perolizar.
No fundo no fundo - precisamos é nos amar.
Duma coisa fiquem certos - a felicidade mora ao lado.
O tabuleiro de xadrez é sempre um convite ao novo jogar !
Também sei dar Check-mate !!!
Queres um chá?
Camomila?
Boa noite.
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