Imobilidade em Salvador
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Papo de Tio e Sobrinho.
Palavra chave: estamos atrasados 100 anos.
É meio que uma senha. Diga-se de passagem, real e verdadeira.
Podemos até cometer alguns desvios linguísticos, mas sempre nos atemos aos fatos corriqueiros, banhado dosadamente por um certo conteúdo. Não é papo de diga ai bico, se bem que nos referimos ao colé, qualé, coisa desse tipo, para bom entendedor meias palavras bastam.
Nasce desta intimidade, conversas de indignação com as coisas deste país.Não ficamos tolamente tergiversando, falamos, picamos o pau na mula, vemos soluções(se bem que ele diz que solução é com dindin), apontamos e sentenciamos a inoperância da máquina pública, violenta e insensível.
Por vezes acho que um benzodiazepínico faria bem para ambos. Aquela de ambos os dois.
Ah...dentre os diversos assuntos abordados e sem bordados, tratamos a mobilidade veicular como uma seita que pessoas vão trabalhar e ficam dentro de seus carros, buzus, sei lá...os primeiros no ar condicionado, sem estacionamento, trocando a maquiagem, perdendo tempo e pacientes à esperar. Puto!
Nos BUZUS, o termo lembra tribos africanas e são, afinal de contas somos uma capitá predominantemente afro-descendente. Lindo...Curral de placas que espreme quem se ousa em nele andar.
Considere Curral de placas como um BUZÚ em inóspitas condições, trafegando por vias completamente desnecessárias, saindo de onde não sei para onde.
Quanto ao cara em seu carro refrigerado, ao nosso lado passar, esqueça - ele tá fumando um. Forget !
Sim...o tal do Buzú, protagonista desta história, fez o seguinte percurso: Vasco da Gama, Vale do Ogunjá, saiu no Bonocô e nele continuou até às imediações da Rotula do Abacaxi, voltando na outra mão do Bonocô, via aquele viaduto que anda às escuras, sem pintura, ferros em ferrugem por se expor.
Ameaçados fomos quando chegamos próximos da Feira de São Joaquim (porque feira de são joaquim, não sei), ali o bicho pega.
Na Feira de São Joaquim, pode-se encontrar, não só os produtos alimentícios, como produtos decorativos, para vestuário e religiosos. A área foi doada pela prefeitura e pelo estado aos feirantes da extinta Feira de Água de Meninos, devido ao fogo que a destruiu em 1964. A Feira de São Joaquim cumpre o papel de entreposto de mercadorias vindas do Recôncavo, como: frutas, verduras, carne, artesanato.
Saindo da famosa Feira , o povo foi (de Buzú) ao encontro do Largo da Calçada, totalmente desprezado, parece um abrigo de velhinhos, suprido de ladroezinhos, começando a anoitecer. Deprimente.
Falando em escurecer, Salvador anda às escuras, e sem frescuras, ilumina a cidade cambada de filhos da puta, o povo precisa viver.
Finalmente solto no ponto. Ufa...o corpo despenca.
Uma pergunta fica no ar: por que aquele Buzú, por um jegue pensante, não elimina aquela volta imbecíl
do Bonocô!? Sinto muito só quem é de Salvador para entender, topografia.
Pronto, esqueci do sobrinho, dos cem anos de atraso, da safra agrícola à apodrecer, da mobilidade, essa tal de mobilidade atômica...uma porrada de coisas que poderia escrever.
A pergunta é: quem foi o jumento que deixou esse Buzzzzúúú, andar feito um cavalo, sem alfafa comer?
Chega !
Feno para os administradores "bad boys" do Exmº Senhor Prefeito.
Salvador está em frangalhos!
Melhor morar na faixa de Gaza.
Quero tomar é um banho.
Não sei se empalado ou enfiado entre as eustaquias.
Ponto final.
Putzgrila... Salvador !!!
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