Amores e amizades se fizeram presente e naturalmente se foram como o tempo.
Todos deixaram seus registros, sua forma de ser, mais ou menos conturbados, alagados
em lamaçal, muitos tão abissais que não pudemos perceber.
Nisto a vida foi passando e tatuando nossos corpos, criando vínculos, desesperando o que
parecia impossível de esquecer. Nada disso: esse é o grande jogo da vida - aprender.
Relacionamentos são como todo ciclo da vida. Nasce, cresce, adoece e fataliza impiedosamente.
Depois descobrimos novos caminhos, sentidos, cheiros, desejos, oportunidades, companhia,
algumas abstinências, girando na procura do que melhor possa se adequar.
Se regarmos bem, após tantos desafios e frustrações o que de remoçado venha à acontecer, evidentemente que independente do momento redivivo, alcancemos o equilíbrio.
Muitos não gozarão dos privilégios de uma nova convivência salutar.
Diversos fatores conduzem o ser em inúmeras tentativas na busca da felicidade.
Ser feliz é muito relativo; mas todos buscamos de alguma forma esta palavra mágica.
É bom que fique claro de que não existe idade, época, período para que consolidemos o que há de porvir. Resta-nos acreditar na possibilidade de novamente amar, provavelmente não com a mesma intensidade dos tempos de outrora.
Quando jovens o predominante está intrinsecamente ligado às motivações oriundas da própria
natureza biológica e dos sonhos e aflições febris da idade.
Como em todas às experiências é plausível, aceitável, admissível o desejo inigualável da espera do amanhã, para que possamos desfrutar dos beijos roubados e abraços excitantes.
Na série de ciclos, nada mais que fenômenos naturais da natureza e da nossa espécie, variando em diversas esferas - podendo ser botânico, elétrico, sociológico, solar, lunar, literário ...........
o que mais nos debilita é sem dúvida o dos sentimentos.
Somos movidos indubitavelmente pelas correntes traiçoeiras do querer, do amar, da posse.
Como todos outros ciclos seguem um curso normal e compreensível em grande parte, lamentavelmente não nos preparamos ou somos incapazes de puxar as rédeas do coração e,
na verdade não devemos atribuir ao coração tal descontrole e sim, aos distúrbios e perdas quase sempre irrecuperáveis dos neurotransmissores e hormônios que monitoram a busca do querer.
Por outro lado é fascinante esta tal procura. Responsável por atitudes absurdamente transloucadas, muitas vezes nos levando ao acorrentamento da consciência plena, fazendo-nos
pessoas irracionais, ultrajadas, fragilizadas, abertas às mais absurdas atitudes devaneias.
Discutir sentimentos é algo absolutamente pessoal e intransferível. Muitas vezes cabem conselhos, orientações, tratamentos psicoterápicos, cuidado com a auto-estima, flagelo, acometimento de crimes hediondos - a deriva.
O amor por maior que seja a grande fecundidade entre os seres humanos, requer que tomemos alguns cuidados para evitar futuros aborrecimentos e falecimento do que inicialmente chamamos de "um mar de rosas".
Precisamos dele como o próprio alimento para nossa sobrevivência;mas jejuar também faz bem!
O homem na sua busca incontrolável pelas descobertas infinitas, ainda não decodificou tal equação. Por isso é que ele constrói e destrói com a mesma intensidade. Mas é preciso !
Sua grandeza é absoluta. Talvez o único diamante perfeito. Certamente o desconhecido !
Continuemos entre cavernas, num simples olhar, num flerte qualquer na busca do que movimenta o universo em seus vários CICLOS - mas ele é sem dúvida a procura arquelógica, sem lógica de que todos precisamos para ser feliz.
Cada qual na sua forma !
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