Lembrei mais uma vez da música em suas distimias.
Podemos juntar, ajuntar sons distintos e melhorar sua base.
As notas adquirem o fascínio e transmutação improvisada.
Tons e melodia se unem na possível união do bem querer.
Acho-a um grande legado e privilégio por sermos mais sonoros.
Livros, os livros são mais cansativos e pouco temos o hábito de lê.
O poder que a música exercesse é fantástico; lamento, os livros não
herdarem tal privilégio da natureza, de sermos mais sonoros - escrever é
um ato mais único, rebulindo com idéias próprias a cada momento.
Colocar dificuldades entre ambas é pieguice, afinal de contas ambas
andam juntas, quase sempre, senão com notas, por isso inseparáveis.
Mais existe uma curiosidade - as pessoas gostam de cantar, pular, extasiar-se...
acopladas letra e música.
Venho, não em defesa dos livros e há falta do costume de ler-se. Coisa sensorial,
do homem, da natureza, da lógica neural, do nascer. UMA PERFEITA UNIÃO !
O importante é termos sede, fome, desejo, sensibilidade, gôsto, algum senso crítico na
busca e descobertas na qualidade do que tem qualidade.
Certamente a única forma de se chegar aos quase sete bilhões de habitantes deste planeta,
bastando ter um bumbo e uma azabumbá. Passa sem muitas exigências ou compreensão.
Bastando ter o pavilhão auditivo, ouvir basta querer ouvir. Talvez, saculejar um pouco !
Estou falando de música, porque nunca homenageei explicitamente este sentimento, essa
coisa boa, é vc. e ela, no audível de um bom sax de Pink Floyd e logo depois cair nos braços
duma Marisa Monte ou Janis Joplin.
Um alcalóide, possivelmente que dope a gente, sem precisarmos do uso inalante ou em forma
de pílula. Sei lá...injetável, oral, psicosomático, em qualquer prescrição.
Música em paz e sem em nada pensar, absolutamente ligado nela, ouvindo suas sete notas, é psicoterápico,
Por outro lado, retorno ao hábito de folhear páginas aprender com o seu conteúdo, sua história, seus contadores de história e qualquer outra forma de impressão em folhas de papel.
Seria como se vc. tivesse que escrever vinte livros e o cara com uma única música, promove uma verdadeira
revolução na vida e na emoção das pessoas.
Como lê exige outros elementos que não o da música, tornamo-nos preguiçosos em missivar ou lê uma epístola ou as Viagens de Julio Verne.
Na verdade as guitarras e os livros são irmãos fraternos - mas nem sempre se encontram num divã.
Estou fazendo uma defesa aos livros, evidentemente; mas jamais esquecer a pujância da musicalidade.
Seria bom que tivéssemos tantos leitores, quanto ouvintes de som e rock roll. Infelizmente, não!
Mas hoje a música venceu, não ganhou a guerra !
Quem sabe no amanhã as coisas se aproximem mais, homem, livros e música - formando um triunvirato, uma coisa com o mesmo paladar, uma árvore em que todos possam andar.
Bastava isto!
* Excepcionalmente hoje não coloquei fotografia alguma. Ouviremos Dire Strait e Eric Clapton, juntos.
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